07 PM | 27 Dez

Queres conhecer a história secreta de Steve Rogers? (edição em português)

Para quem mora na Madeira e tem dificuldade em encontrar as novas edições em português Marvel/Goody nas bancas, informamos que a Sétima Dimensão passará a ter em stock estas novas edições. Assim todos os leitores que assim o desejarem, poderão acompanhar as aventuras mais recentes da Marvel em Português!

Já recebemos o primeiro número da segunda série dos Vingadores, que marca o início da polémica saga do Império Secreto!

Sinopse: Chegou a hora! O caos da Guerra Civil deixou marcas bem visíveis, quer a nível pessoal, quer a nível espiritual, mas os heróis mais poderosos da terra têm de encontrar a determinação necessária para se manterem unidos contra o ataque do seu maior inimigo. Capitão América (Sam Wilson), Thor (Jane Foster), Vespa (Nádia Pym), Homem-Aranha (Peter Parker), Visão e Hércules (que se volta a juntar aos Vingadores), juntos contra a ameaça premente de KANG, O CONQUISTADOR. Então e o que se passa com o Capitão América original? Quando Steve Rogers viu a sua juventude ser restaurada por um Cubo Cósmico dotado de autoconsciência (sob a forma de uma criança de nome Kobik), o mundo celebrou o regresso do grande Capitão América. O que ninguém sabia é que o Caveira Vermelha havia educado a pequena Kobik para crer nos ideais da Hidra… e agora nem tudo é o que parece! Chegou a hora da grande revelação. Chegou a hora do mundo conhecer o verdadeiro Steve Rogers.

Inclui: AVENGERS (2016) #1 – POR MARK WAID, MIKE DEL MUNDO e MARCO D’ALFONSO;
FREE COMIC BOOK DAY 2016 (CAPTAIN AMERICA) (2016) #1 – POR NICK SPENCER e JESÚS SAIZ;
E ainda:
CAPTAIN AMERICA: STEVE ROGERS (2016) #1-3 – POR NICK SPENCER, JESÚS SAIZ e RACHELLE ROSENBERG.

Editor: Goody

Dimensões: 168 x 260 mm

Encadernação: capa mole

Nº pág.:128

Periodicidade: mensal.

 

10 AM | 02 Fev

Como encomendar revistas e livros dos Estados Unidos através do Catálogo PREVIEWS?

É possível encomendar revistas, livros, figuras e outras novidades diretamente dos Estados Unidos na Sétima Dimensão. Para isso podemos utilizar um catálogo muito útil chamado o “CATÁLOGO PREVIEWS“.

O que é o Catálogo PREVIEWS?

PREVIEWS é um catálogo mensal que inclui listas de todas as revistas, livros, figuras, posters e t-shirts que irão sair nos próximos meses. O Catálogo está organizado por editora (Marvel, DC, Image, etc) e classificado por cores para facilitar a sua consulta. Desta forma, podemos chegar rapidamente à secção que nos interessa. Para cada produto do catálogo Previews, está indicado o formato, número de páginas, tamanho, data de lançamento, imagens e descrição.

Dentro do Catálogo PREVIEWS, existem toneladas de revistas, livros e outros produtos maravilhosos. Todos os meses recebemos um novo catálogo com centenas de páginas que apresentam as novidades que estão para chegar: são centenas de revistas, livros, figuras, posters t-shirts e outros produtos!

Juntamente com a listagem de produtos, o Catálogo PREVIEWS também inclui entrevistas com criadores relevantes, sugestões, “sneak peeks” do interior de futuros lançamentos e uma lista dos títulos e produtos mais vendidos do mês anterior.

O aspeto mais importante a recordar sobre o Catálogo PREVIEWS é que todos os produtos que aparecem no catálogo são para pre-encomenda e apenas vão chegar dois ou três mese depois. Por exemplo, se encontraste uma revista que gostas no cátalogo PREVIEWS de maio, deverá chegar à loja a partir de julho.

O Catálogo PREVIEWS pode ser um recurso excelente para saber o que vai acontecer com a tua série favorita ou para descobrir novos títulos que gostarias de adicionar à tua coleção!

Depois de escolher as revistas e livros que desejas, podes fazer a encomenda na Sétima Dimensão. Também é possível pedir em formato PDF um Customer Order Form, um folheto que contém a listagem completa de todos os títulos que podem ser encomendados esse mês. Estes formulários facilitam o processo de pre-encomenda das revistas e produtos e nos ajuda a decidir quais os títulos que deveremos ter na loja. Be sure to also ask your retailers about their

Podes perguntar também sober o nosso serviço “pull and hold” / subscrição que te permite assegurar todas as revistas de uma série sem ter que pedir todos os meses. Depois de efetuar a tua encomenda, basta aguardar até que chegue a mercadoria encomendada!

Também podes ler (em inglês) este pequeno guia sobre Como usar o Catálogo PREVIEWS (“How To Use PREVIEWS”)

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Muito obrigado e até breve!

07 PM | 25 Jun

Entrevista do David Lloyd no Público sobre a versão portuguesa de “V for VENDETTA”

ENTREVISTA: O homem por trás da máscara

David Lloyd criou com Alan Moore uma das melhores novelas gráficas de sempre. Décadas depois, a sua máscara de V de Vingança confundiu-se com os protestos que bordejaram a segunda década do século XXI. “É um símbolo universal de resistência à opressão”, regojiza-se em entrevista ao Ípsilon

David Lloyd criou um adereço para a era da austeridade. Uma máscara para a grande encenação do capitalismo ou das pequenas grandes tiranias do século XXI, um objecto com um simbolismo que nasceu numa página em Inglaterra e acabou cingido aos rostos contestatários por todo o mundo.
(Foto: FRED DUFOUR/AFP)

Sem saber, David Lloyd criou um adereço para a era da austeridade. Uma máscara para a grande encenação do capitalismo ou das pequenas grandes tiranias do século XXI, um objecto com um simbolismo que nasceu numa página em Inglaterra e acabou cingido aos rostos contestatários por todo o mundo. Com Alan Moore, Lloyd, que se aproxima com um copo gelado na mão e a olhar-nos por cima dos óculos escuros, desenhou uma das mais importantes novelas gráficas de sempre, V de Vingança, que três décadas depois da sua publicação ganhou novo significado nas mãos de movimentos como o Anonymous ou o Occupy.

Editada agora em Portugal (na nova colecção de Novela Gráfica do PÚBLICO e da Levoir), trouxe a Lisboa David Lloyd, o ilustrador da obra com argumento do genial Moore. O britânico chegou uma semana antes do referendo do Brexit e, com a mesma força com que abraça a nova vida real da sua máscara, teme que o seu país escolha sair da União Europeia (UE). Ataca o racismo no centro da violência e da retórica antieuropeísta que grassa actualmente em Inglaterra.

Em 1982, estreava-se o comic em que V, um herói que circula entre os ideiais anárquicos e o terrorismo (embora os autores contestem algumas destas leituras), usa uma máscara e bombas para mobilizar o povo e depor um regime totalitário numa Inglaterra distópica dos anos 1990. Nascia um clássico, publicado na revista Warrior até 1985 a preto e branco e que só com a publicação nos EUA em 1988 pela Vertigo (DC Comics) é que é colorida. Em 2006 chega ao cinema V de Vingança, a adaptação realizada por James McTiegue com guião de Lilly e Lana Wachowski (que assinavam então como “irmãos Wachowski”). O público gostou, Moore não terá apreciado a adaptação. Anos depois, a máscara desenhada por Lloyd a partir da figura de Guy Fawkes, que durante a Conspiração da Pólvora, em 1605, tentou assassinar o rei James I de Inglaterra, começa a surgir no fórum 4chan.

Em 2008, uma manifestação em Londres do colectivo Anonymous ganhava um rosto (anti)social num protesto contra a Igreja da Cientologia. usavam as máscaras popularizadas pelo filme (a empresa Rubie’s Costume Company, fabricante oficial desde o lançamento do filme, vendia anos depois mais de 100 mil exemplares por ano). Fawkes versão Lloyd e Moore tornar-se-ia também símbolo de contestação do movimento Occupy, põe-se do lado dos 99%, mostra-se na Praça Tahir, é usado pelo denunciante Julian Assange, sorri para as câmaras e para os polícias. A máscara é “rosto do protesto pós-moderno”, como postulou a Economist.

David Lloyd, esguio e sorridente, parece mais jovem do que a ultrapassagem que faz aos 65 anos e trabalha há quase 40, com a Marvel, DC, Dark Horse e muitas outras chancelas no currículo. Deu autógrafos dois dias seguidos, falou a estudantes e é um apaixonado pelas potencialidades do ciberespaço que já não lê comics salvo os que edita na sua revista online, a Aces Weekly. Nela já colaboraram os autores portugueses André Oliveira, Ricardo Drumond e Carlos Páscoa. Adora uma boa telenovela para relaxar ou umthriller escandinavo. Não mantém contacto regular com Moore, um conhecido génio introvertido de opiniões fortes, que muito admira. A sua carreira é longa, o desassombro também.

V de Vingança começou a ser publicado há quase 35 anos e continua a ocupar muito do seu tempo, e das suas conversas com a imprensa. Cansa-se de falar sobre ele?
É sempre um prazer porque, para começar, tenho muita sorte. Trabalhei muito para estar onde estou, trabalhei muito para atingir um nível de qualidade de que me orgulho – a sorte leva-me a poder trabalhar com um grande escritor e dá-nos a liberdade de fazer exactamente o que queremos. Todos esses elementos se conjugam e colocam-nos numa posição privilegiada.
V de Vingança é uma marca. As pessoas conhecem-nos por isso, é como Sean Connery ser James Bond. Mas também é uma credencial, é como um cartão de visita. Toda a gente sabe quem somos por isso não temos de provar nada. Também é muito bom para fazermos coisas novas. Uso isso sempre que posso. Estou a fazer a Aces Weekly, que é uma revista online de comics que edito e a tagline é “do tipo que vos trouxe V de Vingança”.
Se ainda desenhasse não seria tão útil, porque o meu objectivo seria cumprir prazos e estar no estirador. Mas como estou a editar, não desenho nada e posso ir a qualquer lado.

(Foto: RICK WILKING/REUTERS)

Porque é que deixou de desenhar?
A última coisa que fiz foi no primeiro volume da Aces Weekly. Foi a minha última história. Parei porque não tinha tempo para o fazer e também porque não sentia necessidade disso. Acho que a minha fome é por criatividade, não pelo objecto. Desde que esteja a produzir algo novo, a criar, novos conceitos…Somos únicos no nosso formato particular de comics digitais [na Aces Weekly]. Talvez isso esteja a preencher essa necessidade. Faço uns esboços, pequenas coisas, mas não tenho saudades e não consigo explicá-lo.

Em termos conceptuais, como trabalhou com Alan Moore para chegar à representação da personagem V e aos temas do livro? Esta imagem de Guy Fawkes, que se tornou um símbolo tão forte, nem sempre esteve nos planos…
A personagem inicial que construímos era “um guerrilheiro urbano básico a combater uma ditadura fascista numa Inglaterra futura”. Ambos – o que mostra o mindset que ambos tínhamos e por que é que trabalhávamos tão bem juntos –  separadamente tínhamos trabalhado ideias de “um guerrilheiro urbano básico a combater uma ditadura fascista numa Inglaterra futura”. O meu era uma guerrilheira feminina chamada Evelina  e a de Alan era uma personagem chamada The Doll, um terrorista com maquilhagem branca na cara.
Ambos percebemos que tínhamos estes conceitos e que éramos dois indivíduos politicamente conscientes que não gostavam do que estava a acontecer em Inglaterra.

Os primeiros anos Thatcher?
É pré-Thatcher que toda a gente viria a conhecer. Isto era mais cedo.Margaret Thatcher tornou-se mais monstruosa em meados dos anos 1980 e nós começámos em 1980, 81. Foi sim a ascensão da National Front, um partido radical de direita, o tipo de pessoas loucas que mataram a deputada [trabalhista Jo Cox, atacada na véspera da entrevista]. Esta personagem vem dessa situação de possibilidade fascista. O modelo era a Alemanha dos anos 1930. E depois tive um brainstorm doido sobre Guy Fawkes. Andávamos a debater-nos com o conceito e uma tarde surgiu esta ideia louca. Muita da criatividade são acidentes. A percepção tradicional é que era um terrorista e queimamo-lo na ruas [anualmente no dia 5 de Novembro], mas éramos suficientemente sofisticados para saber que o terrorista de alguém é o combatente pela liberdade de outra pessoa.
Fui a primeira pessoa com quem Alan colaborou. Líamos os mesmos livros, víamos os mesmos filmes e queríamos fazer a mesma coisa.

Se estivéssemos a falar há um par de anos da forma como V está presente na cultura actual, estaria a perguntar-lhe sobre austeridade, soberanias, manifestações, a Grécia e o sul da Europa. Mas há agora a interrogação em torno do Brexit, uma retórica nacionalista e a morte da deputada Jo Cox – no livro a personagem de Lewis Prothero tem como mantra a frase “England prevails” e o atacante de Cox terá gritado “Britain first!”, por exemplo. Como é que vê tudo isto?
Em primeiro lugar, esse tipo é um psicopata. Os psicopatas podem ser estimulados por qualquer coisa, mas temos demasiados psicopatas racistas em Inglaterra. Há um núcleo de rufias racistas em Inglaterra, que são encorajados por um patriotismo insano anti-estrangeiros, que são estimulados por jornais como o The Sun, que não querem ter nada a ver com algo estrangeiro salvo quando estão em Benidorm a apanhar sol. É horrível. Vi-o toda a minha vida e não muda. Porque nada mudou na estrutura social em Inglaterra. Todos sonhámos que em alguma altura, especialmente quando Tony Blair surgiu, isso mudaria. Tinha boa retórica, mas nunca conseguiu.
O governo é responsável por isso, não conseguiu controlar as migrações, estimula guerras que levaram a massas de refugiados e a migrantes económicos. E compreendo a reacção do homem comum perante os gastos que isso traz, porque o governo não o explica, vive no seu mundo isolado e não sabe o que se passa nos bairros da classe trabalhadora, especialmente no Norte de Inglaterra.

Acha que a retórica em torno do referendo também alimentou e se alimentou desse discurso sobre a diferença e o desconhecimento e distância em relação ao outro?
Absolutamente. Acho que o aumento das migrações é o maior factor no Brexit. Se não fosse pela possibilidade de milhares de romenos e turcos chegarem, acho que ninguém o faria. Ninguém sabe o que se passa com as directivas financeiras da UE, com as perdas de soberania, mas a migração é que faz as pessoas votar pelo Brexit.

A máscara é “rosto do protesto pós-moderno”, postulou aEconomist

V de Vingança tem um fim em aberto – qual é o seu prognóstico para o referendo?
Dói-me dizê-lo, mas pelo que vejo parece-me que podemos sair [da UE]. O que é demasiado triste para traduzir em palavras. Mas quanto ao fim do livro… [abre os braços e encolhe os ombros]. Não podemos confiar nas pessoas. O fim é aberto, e se eu escrevesse o fim ou a forma como a sociedade vai continuar, acho que eles iam só tentar encontrar um outro líder. E V, e especialmente no fim, encerra uma ironia em si mesmo. V diz que não se devem seguir líderes, mas ele lidera toda a gente. Sem a sua liderança e os seus actos, a sociedade não chega aonde está. E no final ainda procuram um propósito…

E alguém para seguir?
Sim, V guia-os para que o resolvam sozinhos, porque é o que tem de se fazer. E tem de se deixar as pessoas pensar por si. Mas quando o fazemos, não sabemos em que vão acreditar ou o que vão ouvir. Sou muito cínico, é mais provável que as pessoas nos desiludam do que nos surpreendam.

A posição de V é paradoxal, e também há um paradoxo no que toca à sua máscara. Hoje, graças ao seu uso pelos manifestantes, por exemplo, favorece o anonimato em manifestações de milhares de pessoas e, ao mesmo tempo, é um ícone muito potente e nada anónimo. Sabia que estava a desenhar uma máscara, um objecto com características especiais, e ao mesmo tempo um símbolo, mas ele tornou-se outra coisa nos últimos anos – o que pensa da sua evolução?
A ideia original da máscara era usar o tipo que vendem à volta do 5 de Novembro, juntamente com o fogo-de-artifício, para a nossa festa tradicional. Mas era Verão e por isso tive de desenhar de memória e uma coisa de que me lembrava era que tinha um bigode, mas também uma espécie de sorriso. Tornou-se parte do meu desenho e esse sorriso viria a revelar-se um acidente muito bom. Um sorriso representa optimismo, remete para tanta coisa. “Smile, though your heart is aching” [clássico musical associado, entre outras coisas, a Tempos Modernos, de Chaplin], “smile, boys, smile” [frase que remete para os soldados da I Guerra], “sorrir face à adversidade”, também é “o sorriso na cara do tigre”. São ressonâncias muito convenientes, mas foi um acidente. Mais um.
No que toca à sua manifestação na vida real, também funciona muito bem. Aquele sorriso é optimista, está congelado no optimismo. De que precisamos. A máscara representa o que é a personagem, liberdade da tirania, resistência à opressão. É um símbolo universal de resistência à opressão e por isso pode ser usado pelos Anonymous, pelo Occupy, pode ser usado no Egipto, na China, em qualquer lado.
Acho que é óptimo que seja usado por eles, mas o seu poder, a sua potência é muito forte e há um caso que conheço de polícias na América – que muitas vezes são muito proactivos – que viram um tipo sentado com uma máscara no cimo da cabeça e pensaram que ele era anarquista e mandaram-no sair dali ou tirá-la. Ele estava só sentado. Tornou-se num símbolo muito poderoso de protesto. Estou muito feliz e orgulhoso disso, de que se tenha mudado da ficção para a realidade dessa maneira.

Como muita arte, de certa maneira já não é sua desde que a liberta no mundo…
Não a controlo, se a arte é pública não temos controlo sobre ela. Só posso ficar feliz por estar a ser usada para o bem. Só sei de um par de exemplos em que foi utilizada de formas que são contra o seu espírito – a imagem do filme de duas facas cruzadas foi usada num site tipo fascista, mas acho que quem as usou nem sabe sobre o que é, era só uma imagem violenta.

Tanto você quanto Alan Moore apoiam este uso e no prefácio do livro escreve que “V de Vingança é para pessoas que não desligam o noticiário” – portanto não põe nuances nesse apoio por as máscaras terem sido usadas pelos Anonymous ou pelo Occupy, ou em manifestações locais como as dos Indignados, por exemplo?
A maior parte das organizações que usa a máscara contesta algo que… bom, seguramente não são de direita. Podem ser anarquistas, ou socialistas, ou estar só fartos [risos]. O mais próximo do que aconteceu com ela é a imagem de Che Guevara e com a fotografia dos anos 1960 [de Alberto Korda] mas Che era marxista e por isso essa imagem tinha uma bagagem política e V não tem.
A não ser que se queira etiquetá-lo como um símbolo anarquista. Mas ninguém sabe verdadeiramente o que é o anarquismo, não é um conceito político firme, tem diferentes rostos… A anarquia é um termo muito ambíguo. Um sistema social baseado nos princípios anarquistas era uma óptima ideia, mas só há um exemplo de relativo sucesso, Christiania [Copenhaga], que não é um sistema perfeito. Em alguma altura haverá corrupção… é como o conceito de Utopia, são precisos ser humanos utópicos e isso não existe [risos]. Somos todos corruptos, somos todos demasiado dados a actos corruptos, ao egoísmo…

David Lloyd é um apaixonado pelas potencialidades do ciberespaço que já não lê comics salvo os que edita na sua revista online, a Aces Weekly — nela já colaboraram os portugueses André Oliveira, Ricardo Drumond e Carlos Páscoa

Olhando para a sua carreira, é mais divertido ou interessante representar personagens insurrectas, rebeldes?
Claro, porque queremos criar uma personagem que conquista a fragilidade humana. Precisamos de nos identificar com elas, com os seus triunfos, queremos que as personagens tenham sucesso. Quero contar histórias de pessoas que conquistam. Fiz uma novela gráfica de crime, Kickback [em formato digital], a única que fiz sozinho. E é  sobre um polícia corrupto numa força policial corrupta que decide que não pode fazê-lo mais. Todos nós seguimos a manada.

Usou a definição “novela gráfica” – concorda com ela, portanto, ao contrário de Alan Moore, que acha que é um termo do marketing que se tornou numa forma de dizer “comic caro”?
Não o ouvi dizer isso, mas ele tem opiniões firmes sobre muita coisa. Dickens escreveu os seus livros de forma serializada e quando foram coligidos chamaram-lhe romances. V é uma serialização e não há qualquer motivo para não o juntar e chamar-lhe novela gráfica. Muitos livros foram chamados novelas gráficas como ferramenta de marketing – pegavam num arco narrativo de Batman e juntavam tudo. Mas o termo novela gráfica foi muito bom para a imagem dos comics. E surgiu por acidente. A maior parte das pessoas a quem falamos decomics pensam em super-heróis ou animais engraçados. Falar-lhes dePersépolis, por exemplo, não saberiam do que se trata e sim, é um comic,Ghost World… há toda uma série de títulos que desconhecem e só falam de super-heróis. Não podemos impedir a DC ou a Marvel de se apropriarem do que for para vender livros. Mas há tantos exemplos de novelas gráficas como os livros de Will Eisner, ou Ghost World, ou Blankets, que são genuínos. A imagem dos comics melhorou muito graças a isso e tem de melhorar para se construir uma massa de leitores. Para mim isso é uma missão, mesmo com a Aces Weekly, com a qual quero cortar custos, dar mais aos autores mas ao mesmo tempo chegar a mais pessoas.

Acha que Hollywood contribuiu para isso com a profusão de filmes dos universos Marvel e DC, mas também com as adaptações deGhost World, ou de American Splendor, por exemplo?
Esses já foram há muito tempo. Acho que Hollywood não contribuiu nada. Nada. Estão a contribuir muito para eles próprios. Pelo que sei as vendas decomics não estão a subir por causa dos filmes. As pessoas que gostam de comics vão ver esses filmes aos magotes para ver Scarlett Johansson como uma das suas personagens preferidas e não acho que os que não lêem passem a ler. Para Hollywood é bom material de base, podem usar mais CGI para dar vida aos comics

Deixou de desenhar mas desenhou muito, e muitas coisas diferentes, desde Dr. Who a Hulk ou um livro sobre São Paulo. O que foi mais gratificante para si e que temas gostou mais de tocar?
Para alem de V, a minha própria novela gráfica. Porque pude expressar-me completamente e é sobre algo importante. E também de trabalhar com grandes escritores que querem dizer algo sobre os seres humanos, como Garth Ennis [autor de Preacher, que se tornou numa série que é a sensação do Verão televisivo nos EUA], especialmente, com quem fiz War Stories. E Jamie Delano [com colaborações em Hellblazer, The Territory, Night Raven], um escritor muito motivado politicamente e sem cedências. Aprecio muito trabalhar com pessoas empenhadas em dizer algo útil.

Fonte: Público.pt

Para os fãs de “V FOR VENDETTA“, informamos que ainda temos disponível na Sétima Dimensão a caixa especial que inclui a edição (em inglês) do livro e a máscara!

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10 AM | 20 Jun

Sugestão do dia: Doctor Strange – Last days of Magic (comic)

No próximo dia 3 de novembro de 2016, estreia em Portugal o filme do DOUTOR ESTRANHO, uma nova produção dos MARVEL STUDIOS, protagonizada por Benedict Cumberbatch!

[youtube=https://www.youtube.com/watch?v=iysJOCcbLHw]

Para quem desejar conhecer mais do maravilhoso mundo mágico desta criação de Stan Lee e Steve Ditko, sugerimos a série mensal do DOCTOR STRANGE, com argumento de JASON AARON e as ilustrações do extraordinário CHRIS BACHALO!

Nas revistas mais recentes, uma força misteriosa conhecida como os EMPIRIKUL está a procura dos mestres da magia e os centros místicos da terra para destruí-los a todos! Assim começa a saga “THE LAST DAYS OF MAGIC”

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05 PM | 11 Jun

Clube de desenho SÉTIMA DIMENSÃO

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A partir do dia 18 de junho, a Sétima Dimensão irá promover encontros quinzenais para todos aqueles que gostam de desenhar, através do CLUBE DE DESENHO.

Em cada encontro haverá um desafio criativo para quem queira experimentar!

O primeiro encontro será no sábado 18 de junho às 10h30 nas nossas instalações, na Rua do Bispo, N.º 42, Sala 1F!

Não é necessária inscrição para participar. Só é necessário aparecer!

04 PM | 06 Jun

Chegada de novidades!

Novidades!

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Depois de toda a animação da Feira do Livro, estamos de regresso às nossas instalações na Rua do Bispo, com uma carga de novidades fresquinhas: comics da MARVEL e da DC, livros do DEADPOOL e novos livros em português, como as edições traduzidas de TOKYO GHOUL e novos volumes de ASSASSINATION CLASSROOM!

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09 PM | 20 Jan

Saga, de Brian K. Vaughan e Fiona Staples

SAGA tem sido descrito como muita coisa, um épico de ficção científica cruzada com fantasia, com romance e comédia à mistura, como um encontro entre a Guerra dos Tronos e a Guerra das Estrelas ou Romeu e Julieta no espaço. É também um dos comics independentes de maior sucesso dos últimos anos, e talvez uma das bandas desenhadas mais premiadas de todos os tempos, tendo ganhado praticamente todos os prémios Eisner e Harvey para que foi nomeado nas duas últimas edições.

A sua mistura elegante de géneros, aliada a um sentido de crítica social mordaz e uma boa pitada de humor e sexo, complementada pela arte pormenorizada e elegante de Fiona Staples — que atinge um equilíbrio difícil entre o realismo das ilustrações e o lado abstracto das suas sombras, cores e cenários — tornou SAGA num dos fenómenos sem precedentes nos comics americanos, uma saga subversiva para adultos.

Sinopse:
SAGA é a história de dois jovens soldados de lados opostos de um vasto conflito intergaláctico sem fim, que se apaixonam e arriscam tudo para protegerem a vida que criaram e que terá de crescer num universo hostil e perigoso.
Alana e Marko querem apenas poder viver a sua vida em paz com a sua jovem filha Hazel — considerada uma abominação por todas as potências envolvidas na guerra — e, entre serem perseguidos por um príncipe robot com cabeça de TV, assassinos profissionais dos mais diversos planetas e serem assombrados pelos fantasmas de vítimas de batalhas passadas, a sua história irá mudar a galáxia.

Brian K. Vaughan é um dos nomes maiores dos comics americanos, um argumentista com créditos firmados em todas as grandes editoras. Depois de ter escrito para as grandes editoras de super-heróis, DC e Marvel — para títulos tão variados como Batman, Ultimate X-Men ou Captain America – tornou-se conhecido com Runaways, que escreveu para a Marvel e que lhe granjeou enorme reconhecimento crítico (e um Eisner como Melhor Argumentista), e pelas duas séries que criou e escreveu para chancelas da DC e que o tornaram famoso: Y The Last Man e Ex Machina. Vaughan é também argumentista conhecido de televisão, e em particular conhecido pelos argumentos que escreveu para a série Lost, e para Under the Dome, a série baseada num romance de Stephen King, de que também é produtor executivo.
SAGA é a primeira série que escreveu em que manteve total controlo criativo, razão pela qual a lançou na editora Image como série independente. Foi também a série com a qual obteve o seu maior sucesso crítico e comercial.

Fiona Staples é uma artista canadiana que tem trabalhado para diversas editoras de comics americanas, incluindo a Wildstorm e a IDW. Escolhida por Brian Vaughan para ilustrar SAGA devido ao seu estilo original e diferente do esperado, o trabalho de Fiona Staples na série tem-lhe granjeado os maiores elogios. O site Ain’t it Cool News descreveu-o como “glorioso”, enquanto a MTV Geek anunciava que os leitores iriam “certamente apaixonar-se perdidamente pelo seu talento”, e em 2014 recebeu o prestigioso Joe Shuster Award como Artista de banda desenhada.

(Fonte: bongop-leituras-bd.blogspot.pt)

SAGA-DISPONIVEL

Os três primeiros volumes de SAGA, editados em português em excelentes livros de capa dura pela GFloy, estão disponíveis na Sétima Dimensão!

 

05 PM | 16 Dez

AS FANTÁSTICAS HISTÓRIAS DA MADEIRA!

AFHM_SubmarinoEstão já disponíveis os três primeiros volumes da colecção “Aprender a Madeira” uma produção conjunta da Sétima Dimensão em parceria com a APCA – Agência de Promoção da Cultura Atlântica. Esta colecção pretende adaptar em formato de banda desenhada episódios relevantes da História do Arquipélago da Madeira.

Os álbuns foram criados por jovens autores madeirenses e estão integrados no projecto “Aprender Madeira”.

Integrado no vasto contexto das culturas insulares, o projecto “Aprender Madeira” visa dar a conhecer ao mundo os aspectos que distinguiram a Madeira nos vários planos da criação humana e que fizeram dela um espaço geográfico, físico e humano de interesse patra a compreensão da história portuguesa e internacional.

É possível ver mais informações sobre este projecto no nosso site: http://setimadimensao.com/historias/

12 PM | 24 Abr

SAGA, FATALE e TONY CHU (em Português) da GFloy – a 8,99€

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Recebemos um novo lote das excelentes edições da GFloy em português: o premiado SAGA, de Brian K. Vaughan e Fiona Staples; FATALE, de Ed Brubaker e Sean Phillips, TONY CHU, DETECTIVE CANIBAL, de John Layman e Rob Guillory.

São edições imperdíveis, publicadas originalmente pela Image Comics e agora com uma excelente tradução portuguesa, em edição de capa dura com a qualidade que a GFloy nos tem habituado.

Estas três edições estão disponíveis na Sétima Dimensão, a 8,99€ cada uma!

11 PM | 19 Abr

FREE COMIC BOOK DAY : Dia 2 de MAIO!

No próximo sábado 2 de maio, vem celebrar connosco e descobrir o fantástico mundo da Banda Desenhada no FREE COMIC BOOK DAY! Este evento ocorre anualmente no primeiro sábado de maio. É um dia especial onde as lojas de BD oferecem revistas de banda desenhada absolutamente grátis a qualquer pessoa que visite a loja nesse dia! Contamos com a tua visita!